Afundei em minha solidão durante alguns dias. Como toda pessoa em depressão fica chata, pouparei vocês dos detalhes. Basta saber que o início do ano não parecia nada promissor... Não procurei um novo agente, não sentia a menor vontade de trabalhar, não sentia a menor vontade de fazer nada. Estava apenas desperdiçando meu tempo.
Também não sei dizer que dia do mês ou da semana era, eu não saberia nem dizer as horas. Só sei que a campainha insistia em tocar e embora eu não quisesse atender, fui forçada antes que aquele maldito ding-dong aniquilasse de vez o resto da minha sanidade. A raiva se intensificou ao constatar que não havia ninguém. Que brincadeira idiota, estúpida e infantil! Eu já ia bater a porta com força e redigir uma reclamação formal para o síndico sobre as crianças do condomínio quando olhei para o chão e vi uma caixa com laço de presente.
Nem precisaria ler o bilhete para saber a procedência do embrulho, assim que abri e a coisa viva, minúscula, rechonchuda e felpuda pulou de lá de dentro direto para meus braços.
“Como você, essa gatinha deixou a roça, é muito nova e necessita de carinho. Ainda não lhe demos um nome, pode escolher qualquer um desde que seja tão bonito quanto ela merece. Lana, eu preciso que você reaja e volte a irradiar o charme que é só seu, nem que para isso eu tenha que me abster de nossa intimidade para sempre. Na pior das hipóteses terá uma lembrança minha sempre com você. Com amor, Phil.”
O telefone tocou nessa hora, e como de costume aqueles dias, eu não atendi. A secretária eletrônica o fez e logo após o bip, a voz de James preencheu o vazio da sala.
“É, sou eu outra vez, mas prometo que farei o possível para ser a última. Eu desejei muitas coisas para esse ano, e ainda que haja perspectivas de se realizarem independente de você, sua imagem se reverberou por todos os meus pedidos. Mas eu já criei falsas expectativas mais do posso suportar, então eu só queria mesmo saber se está tudo bem, já que nem jornais e revistas tem trazido notícias suas...”
Eu não podia parar para refletir. Se não agisse de impulso, nunca mais faria. Levantei o filhote na altura do meu rosto e o encarei:
– Hora de fazer as malas, Felipa!
Eu tinha certeza de que estava fazendo tudo errado mais uma vez, assim como tinha certeza de que alguém ainda ia sair muito machucado de toda essa história. Mas a verdade é que naquele momento, eu não conseguiria me desfazer de sua presença em minha vida, então convenci a mim mesma que não havia alternativa.
Aquela manhã quando James abriu a porta de sua casa em Barnaclebay, vestido com a roupa que dormira, talvez tenha imaginado que ainda estava sonhando.
– Eu não posso prometer que vai dar certo, James... – adiantei-me – Eu não posso prometer nada! Mas se estiver tudo bem pra você, eu gostaria de tentar. E... bem... preciso avisar que não sou mais uma pessoa sozinha... – Falei prendendo a respiração e balançando a pequena Felipa em meus braços.
Ao cair na real, James apenas sorriu e, receptivo, nos abraçou.
Fãs queridos,
Este não é o “Fim da História”,
na verdade é apenas o começo de outra, que pretendo contar um dia.
na verdade é apenas o começo de outra, que pretendo contar um dia.
Mas infelizmente não poderá ser agora, e por enquanto ainda não tenho previsão.
A pessoa humana que me dá vida e da qual eu dependo inteiramente para me expressar,
precisa me deixar um pouco de lado para dar andamento em outros projetos.
A pessoa humana que me dá vida e da qual eu dependo inteiramente para me expressar,
precisa me deixar um pouco de lado para dar andamento em outros projetos.
Não pensem que estou satisfeita com isso, e ela sabe que pretendo importuná-la
para que não tarde a retomar esse blog.
para que não tarde a retomar esse blog.
Continuarei acompanhando as histórias de minhas bests – Sam e Deka –,
e dos meus guests, comentando na medida do possível...
e dos meus guests, comentando na medida do possível...
Por enquanto, agradeço imenso a todos que acompanharam.
Dos que viram essa ideia nascer aos que chegaram agora,
dos que comentam em toda atualização aos que leem quietinhos e anônimos...
A todos, o meu muito obrigada!
Dos que viram essa ideia nascer aos que chegaram agora,
dos que comentam em toda atualização aos que leem quietinhos e anônimos...
A todos, o meu muito obrigada!
Um delicioso Natal e um Ano Novo excitante!
Bjusssssssssssssssss inflamados,









